Geral 11/02/2020 - 09:54 - Erlene Miranda - Governo do Tocantins

Reeducandas da Unidade Prisional Feminina de Talismã colhem milho plantado em atividade de ressocialização

O milho foi plantado em novembro pelas reeducandas, que também são responsáveis por realizar todo o trabalho, do plantio a colheita. O milho foi plantado em novembro pelas reeducandas, que também são responsáveis por realizar todo o trabalho, do plantio a colheita. - Divulgação Seciju
As sementes e demais insumos para a plantação do milho, foram doados pelos servidores da UPF As sementes e demais insumos para a plantação do milho, foram doados pelos servidores da UPF - Divulgação Seciju

A Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), por meio da Superintendência de Administração dos Sistemas Penitenciário e Prisional (Sispen), acredita que atividades laborais contribuem para o bom cumprimento da pena e reinserção social. A exemplo disso, mulheres privadas de liberdade da Unidade Prisional Feminina de Talismã (UPF Talismã) estão cultivando milho, atividade que traz benefícios ao corpo e a mente.

O milho foi plantado em novembro pelas reeducandas, que também são responsáveis por realizar todo o trabalho, do plantio a colheita. As sementes e demais insumos, foram doados pelos servidores da UPF. Os milhos colhidos são utilizados nas refeições das apenadas, e também vendidos na unidade para a população.

A chefe da unidade, Edionayr Cabral Silva, explica que o milharal é uma extensão da horta, que faz parte do projeto “Plantando a Liberdade”, que existe na unidade. “Tínhamos um espaço vago no terreno da unidade e decidimos utilizar para plantar o milho, esperamos a época correta para iniciar o plantio”.

Edionayr esclarece que para o projeto são escolhidas plantas frutíferas que se adaptam ao clima, e não precisam de agrotóxico. A chefe da unidade também informa que vinte reeducandas participam do projeto de plantio na unidade, dez pela manhã e as demais a tarde. Todo o trabalho realizado pelas apenadas propicia a remição da pena.

As apenadas ficam animadas ao participar das atividades de plantio, segundo a informa a chefe da unidade. “Elas ficam entusiasmadas para sair e trabalhar. Estão se sentindo útil com a atividade que estão exercendo. E, eu acredito que temos que aproveitar as oportunidades, tanto elas trabalhando como a gente ofertando meios para a ressocialização”, afirma.

Foi a primeira vez que a reeducanda, C.V.S., 30, plantou algo na horta da unidade, a apenada se diz feliz pela oportunidade ofertada. “A gente além de comer as coisas fresquinhas, se sente emocionada de ver que realmente vale a pena aprender coisas diferentes. E estar se envolvendo com a terra, e ter outras experiências na vida”, relata.

Plantando a Liberdade

O projeto executado na unidade contém uma horta com vários tipos de hortaliças. Além da plantação de pimentas, jiló, quiabo, banana, milho e um pomar de frutas com acerola e maracujá.

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