Geral 16/11/2020 - 13:09 - Marcos Miranda – Governo do Tocantins

Sistema Socioeducativo realiza curso de escolta em parceria com o Grupo de Intervenção Rápida do Sispen/TO

Participaram desta primeira turma de capacitação 22 servidores do Sistema Socioeducativo Participaram desta primeira turma de capacitação 22 servidores do Sistema Socioeducativo - Marcos Miranda/Governo do Tocantins
Foram disponibilizados 21 girianos para aplicar as técnicas de escolta no curso Foram disponibilizados 21 girianos para aplicar as técnicas de escolta no curso - Seciju/Governo do Tocantins

Com o objetivo de capacitar os servidores do Sistema Socioeducativo, visando a proteção dos agentes e adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa, a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), por meio de sua Escola Superior de Formação e Qualificação Profissional do Sistema Socioeducativo, em parceria com o Grupo de Intervenção Rápida (GIR), do Sistema Penitenciário e Prisional do Estado do Tocantins, iniciou nesta segunda-feira, 16, o primeiro curso de Escolta do Sistema Socioeducativo, em Palmas.

A capacitação, que será efetivada nesta primeira fase em duas turmas de 22 e 21 alunos cada, acontecerá dos dias 16 a 18 e 23 a 25 de novembro, com a duração de 30 horas, na capital, tem previsão de turmas também para Araguaína e Gurupi na segunda quinzena do mês de janeiro de 2021.

Segundo o secretário da Seciju, Heber Fidelis, a ação vem atender a demanda em prol da boa execução das atividades. “O curso era um desejo da Gestão e dos servidores e está sendo possível graças à parceria com o Sistema Penitenciário, que tem como expertise a ação rápida e segurança. De fato, é um ganho para os servidores do Sistema Socioeducativo”, afirmou.

A gerente da Escola Superior de Formação e Qualificação Profissional do Sistema Socioeducativo, Rute Andrade, disse que houve a adesão de profissionais de todas as unidades de Palmas nesta primeira turma de curso. “Era grande a vontade do servidor em fazer um curso de escolta voltado para o atendimento do público do Sistema Socioeducativo, tanto que houve a participação de todas as unidades socioeducativas”, falou.

A gerente Rute Andrade também ressaltou que os cuidados com a saúde dos participantes foi uma prioridade. “Estamos seguindo todos os protocolos de segurança para resguardar os servidores neste período de Pandemia pela Covid-19, inclusive com o acompanhamento de profissionais da área”, assegurou.

Conforme o agente de segurança socioeducativo, José Ribamar Brasil Nogueira, o curso de escolta era ansiado por todos os servidores. “Estávamos precisando deste curso e podermos ser multiplicadores de conhecimento entre nossos colegas para que em uma situação de risco possamos resguardar toda a unidade”, falou.

Coordenadora no Centro de Internação Provisória Feminino de Palmas, Delacy Bezerra, ressaltou que o curso é um avanço para todos os servidores e servidoras na unidade. “Esse conhecimento nos dará maior autonomia e segurança na unidade”, completou.

De acordo com o agente de segurança socioeducativo, Lucas Barbosa, que foi convidado pelo GIR para atuar na capacitação, as matérias aplicadas são essenciais ao cotidiano do profissional socioeducador. “Trabalharemos escolta, defesa pessoal, direção defensiva e também teremos um  estágio prático no Centro de Atendimento Socioeducativo. Um grande ganho para a Seciju”, finalizou.

O raio é negro

O Grupo de Intervenção Rápida (GIR), que tem como lema a frase “O raio é negro”, foi criado a partir da necessidade de ações preventivas e respostas rápidas diante de atos de insubordinação das pessoas privadas de liberdade custodiadas pelo Estado, que possam conduzir a um episódio de maior proporção ou causar malefícios à  ordem nos estabelecimentos prisionais. Ao todo foram 21 agentes do GIR envolvidos na capacitação.

Para o coordenador do Grupo de Intervenção Rápida do Sispen/TO, Cleiton Arantes, foi uma honra para os agentes serem convidados para participar do primeiro treinamento em escolta do Sistema Socioeducativo. “Nossa principal meta neste curso, além de passar todos os procedimentos de uma escolta correta para o público em questão, é fazer com que eles trabalhem alinhados em um padrão operacional de procedimento”, concluiu.

(Edição: Maria Gabriela/Governo do Tocantins)

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