Geral 10/04/2019 - 13:03 - Jaqueline Moraes e Vitória Soares/ Governo do Tocantins

Programa Redes de Afeto promove apoio psicológico e social à comunidade Barra da Grota

O programa foi desenvolvido pela psicóloga Gezza Maria Ferreira da Silva, que atua como Analista em Defesa Social na Unidade de Tratamento Penal Barra da Grota (UTPBG) O programa foi desenvolvido pela psicóloga Gezza Maria Ferreira da Silva, que atua como Analista em Defesa Social na Unidade de Tratamento Penal Barra da Grota (UTPBG) - Seciju/ Governo do Tocantins

Com intuito de apoiar a comunidade Barra da Grota, povoado vinculado ao distrito de Nova Horizonte, distante 8 km do centro de Araguaína, o projeto Redes de Afeto, desenvolvido por servidores da Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), disponibiliza atendimento psicológico e social para a população local. Em funcionamento desde o início de 2018, o programa oferta aulas de violão e musicalização, além de acompanhamento terapêutico.

O programa foi desenvolvido pela psicóloga Gezza Maria Ferreira da Silva, que atua como Analista em Defesa Social na Unidade de Tratamento Penal Barra da Grota (UTPBG). A iniciativa se deu a partir da percepção de carências presentes na comunidade, que levaram a psicóloga a se inspirar em um programa realizado com a população de Nova Olinda - TO, enquanto ainda era acadêmica, em 2012, onde foi ofertada atividade artística, esportiva e cultural.

De acordo com a psicóloga, a ideia de desenvolver atividades de apoio no local, ocorreu ao iniciar o trabalho na unidade do Barra da Grota. “Quando iniciei meu trabalho, eu pude conhecer a realidade da comunidade, que é bastante carente, e percebendo essas necessidades eu elaborei um conjunto de ações a serem aplicadas”, conta.

Para o diretor da UTPBG, Guilherme Martins, o programa auxilia na diminuição do preconceito com os reeducandos, pois aumenta a ligação entre a comunidade  e o estabelecimento penal. “Eu vejo o projeto como uma forma de desmistificação do que é o Sistema Penitenciário, que auxilia na criação de um círculo social com a comunidade e diminui os preconceitos com a pessoa presa. Assim, podemos ajudar ainda mais o egresso que sairá do Sistema possuindo uma comunidade local mais próxima, bem como um amparo maior à família do apenado,” ressalta. 

O diretor destaca a importância de promover atividades ligadas a toda a comunidade e avançar no programa. “Vejo que avançamos muito com o projeto e iremos avançar ainda mais nos projetos sociais dentro da comunidade, sempre com novas ideias e planos, não apenas para condenados, mas também para a comunidade ao redor.”, conclui.

Redes de Afeto

O programa começou a ser a planejado ainda em 2017 e executado em 2018, ele tem por objetivo promover o enaltecimento e o fortalecimento dos laços e vínculos comunitários, além de elevar a autoestima e autonomia dos moradores locais. As atividades são de caráter preventivo e de promoção à saúde, bem como de cunho socioeducativo e cultural.

A psicóloga Gezza Maria explica que o nome do programa faz referência ao intuito das atividades e a forma em que elas são realizadas.  “O nome Redes de Afeto é porque entendemos que realizar esse trabalho só é possível por meio de apoio e parceria”, ressalta. Gezza conta que o intuito é fortalecer parcerias em 2019. “Entre elas com o Poder Judiciário e com Centro Acadêmico de Psicologia da Faculdade Católica Dom Orione”, disse.

Entre os objetivos de ascensão do projeto estão a criação de uma biblioteca, o desenvolvimento e oferta regular de atividades esportivas e a articulação para obter um terreno para a construção da sede própria.

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