Geral 04/10/2019 - 14:29 - Erlene Miranda/Governo do Tocantins

Unidade Prisional Feminina de Palmas realizou chá de bebê para internas grávidas

Todos os itens doados serão divididos entre as sete gestantes Todos os itens doados serão divididos entre as sete gestantes - Pedro Ícaro/Governo do Tocantins
 Foram doados itens diversos para os bebês e suas mamães Foram doados itens diversos para os bebês e suas mamães - Pedro Ícaro/Governo do Tocantins

A fase da gestação é a mais marcante para uma mulher. Pensando nisso,  a direção da Unidade Prisional Feminina (UPF) de Palmas, administrada pela Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), teve a iniciativa de realizar um chá de bebê para as reeducandas grávidas que aguardam o benefício da prisão domiciliar. A atividade ocorreu na tarde desta quinta-feira, 03, com apoio dos servidores, Defensoria Pública do Estado, Igreja Universal do Reino de Deus e a escola da unidade.

De acordo com a chefe da unidade, Cristiane Rodrigues de Oliveira, a ideia surgiu diante da quantidade de reeducandas gestantes que estavam reclusas na unida, sete. “Vimos que tinham muitas gestantes e notamos que elas precisavam de auxílio, a maior parte delas em situação de vulnerabilidade social, então decidimos fazer o chá. Quando começamos a organizar as sete mulheres estavam na unidade, porém semana passada cinco foram liberadas para prisão domiciliar. Apenas duas ainda estão aqui, mas vamos dividir tudo que foi arrecadado com as sete mulheres”, garantiu.

A diretora conta que a iniciativa causou surpresa nas reeducandas, que não esperavam pelo chá.” Notamos que elas ficaram felizes, agradecidas e surpresas pela ideia. Elas escreveram até cartinhas de gratidão para nós, isso é muito satisfatório. Se tivermos situação similar no futuro, vamos manter a iniciativa”, disse.

A reeducanda, C.S.S., 18 anos, gostou da iniciativa e estava feliz pelos presentes que seu bebê recebeu. “Achei muito bom, pois fiquei sabendo que estava grávida aqui dentro. Eu ainda não tenho nada, minha família lá fora nem sabe que estou grávida. Já dá para começar meu enxoval com o que vou ganhar”, disse.

A professora da escola prisional, Rosângela Luz, fala que este evento foi necessário para ajudar no bem estar das futuras mães e dos bebês. “Essa ação proporciona a elevação da autoestima das reeducandas, mesmo estando no cárcere, a instituição se preocupou em fazer algo para elas se sentirem valorizadas, principalmente neste momento feliz, mas díficil, da vida de cada uma”, conta.

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