Geral 09/04/2018 - 12:22 - Tom Lima – Governo do Tocantins

Reeducandos de Palmas aprendem sobre segurança de alimentos

Doze reeducandos da Casa de Prisão Provisória (CPP) de Palmas participam nesta semana de um curso sobre segurança de alimentos, que será ministrado pela engenheira de alimentos, Cristiany Cruz Sampaio. O objetivo é capacitar os alunos para exercerem atividades de manipulação de alimentos em cozinhas e indústrias de transformação. A turma será formada por 12 reeducandos, dez que já auxiliam na cozinha da CPP e dois que trabalham na horta da unidade, quatro familiares dos detentos, três servidores do Estado e três funcionários da Embrasil Serviços, empresa responsável pela co-gestão da unidade.

As aulas serão ministradas de segunda (9) a sexta-feira (13), das 16h30 às 18h30, totalizando 12 horas/aula, divididas em cinco módulos. Os alunos aprenderão sobre fundamentos de qualidade nos serviços de alimentação; regulamentação sanitária para serviços de alimentação; microbiologia dos alimentos; contaminação dos alimentos; doenças transmitidas por alimentos; contaminação cruzada; consequências dos maus hábitos do manipulador de alimentos; condições de saúde do manipulador; higiene e conduta pessoal dos manipuladores; higienização de instalações, equipamentos e utensílios; controle integrado de pragas; controle na compra e recebimentos da matéria-prima, ingredientes e embalagens; conservação e armazenamento dos alimentos; controle no pré-preparo e preparo dos alimentos; e controle na distribuição dos alimentos.

“Atualmente, a preocupação do consumidor brasileiro em relação à qualidade dos alimentos que ele consome é crescente. Isso acontece em qualquer lugar, inclusive dentro do sistema prisional. Por isso, é muito importante capacitarmos a equipe que está envolvida diretamente no preparo dos alimentos que são servidos diariamente aos reeducandos e estender esses ensinamentos para alguns dos seus familiares, como forma de contribuir para o bem-estar das famílias dos detentos”, explica Alexandre Calixto da Silva, gerente de Execução Penal da Embrasil.

“No geral, a maioria dos auxiliares de cozinha que atuam no mercado tem uma vasta experiência na prática da produção de alimentos, mas não possui conhecimentos técnicos sobre o assunto. Por isso, acaba adquirindo maus hábitos, que podem comprometer a segurança alimentar de quem consome seus preparos”, argumenta Cristiany.

O curso ministrado por ela faz parte do projeto “Alimentação Segura no Presídio” e atende às exigências da resolução RDC n.º 216/2004 da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Além do aprendizado, os reeducandos treinados serão beneficiados com a redução de suas penas.

Engenheira de alimentos, com especialização em Gestão de Qualidade e Segurança dos Alimentos, pela Universidade Federal do Tocantins, Cristiany Sampaio já atuou nas indústrias de pescados e da panificação, nas áreas de produção e garantia da qualidade. É consultora da Cruz Consultoria em Alimentos e voluntária do grupo evangelístico UNP (Universal nos Presídios), com trabalho regular na UPF (Unidade Prisional Feminino de Palmas).

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