Geral 28/12/2018 - 11:00 - Willian Borges – Governo do Tocantins

Cadeia de Colinas encerra o ano contabilizando grandes melhorias na unidade

Reeducando sendo atendido no consultório da Cadeia de Colinas Reeducando sendo atendido no consultório da Cadeia de Colinas - Divulgação Seciju
Reeducando sendo atendido no consultório da Cadeia de Colinas Reeducando sendo atendido no consultório da Cadeia de Colinas - Divulgação Seciju

No início deste mês de dezembro, todas as unidades penais do Estado começaram o processo de adesão ao Hades; programa de monitoramento de dados dos reeducandos, tais como datas de entrada e saída, visitas, situações de trabalho, saúde, estudo, assim como toda a ficha técnica.

Mas antes do Sistema Penitenciário e Prisional apresentar o Hades, a Cadeia Pública de Colinas já tinha seu próprio programa de monitoramento de detentos, desenvolvido pelos servidores da unidade, conhecido como Sistema de Gestão Prisional (SGP), que foi implementado pela direção da cadeia no mês de janeiro deste ano.

Segundo o servidor Bruno Gomes, um dos idealizadores do SGP, o programa Hades vem somar com o software desenvolvido pela unidade. “O Hades é o programa padrão para Tocantins, mas nos sentimos felizes aqui na Cadeia de Colinas, pela iniciativa de organizar os dados também por meio do nosso programa, desenvolvido por nós mesmo, com base nas nossas necessidades”, disse.

Além desse trabalho pioneiro de informatização dos dados dos reeducandos, o ano de 2018 trouxe muitas outras melhorias para a unidade penal, que passou por reestruturação, incluindo procedimentos operacionais padronizados, implantação de projetos de remissão e assistência, escola e atendimento de saúde no interior da unidade.

“Quando assumimos aqui, a grande prioridade foi estabelecer uma metodologia de trabalho. Conseguimos isso com a padronização do sistema operacional. Depois melhoramos a estrutura do prédio para dar mais conforto aos nossos servidores, melhorar a segurança da unidade e garantir ao detento a possibilidade de estudar e se ressocializar”, relembra o diretor da unidade, Silvestre Boaventura.

Ainda segundo ele, foi possível também fazer na própria unidade o acompanhamento periódico de saúde dos reeducandos, o que tem permitido agir de forma preventiva, como a detecção de dois casos recentes de tuberculose na cadeia e o encaminhamento para tratamento logo no estágio inicial. Em parceria com o município, uma enfermaria completa que funciona no interior da unidade.

Outras melhorias locais foram a reforma total no sistema hidráulico do prédio, no cartório e na sala da direção, a construção de uma sala exclusiva para o monitoramento por câmeras e de um alojamento adequado para os servidores mobiliado com beliches, armários, geladeira e micro-ondas, a reestruturação do sistema videomonitoramento e o aumento da iluminação interna e externa da cadeia.

O servidor Bruno Gomes comentou sobre as melhorias nas condições de trabalho. “Essa mudança na gestão foi muito positiva, nós que trabalhamos na unidade nos sentimos mais seguros para exercer nossa profissão e também nos sentimos mais capazes de proporcionar segurança aos detentos”, falou.

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