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Governo do Estado entrega Núcleo Acolher de Atendimento à Comunidade em Palmas

13/06/2017 - Nara Moura - Governo do Tocantins

O Governo do Estado inaugurou, na tarde dessa segunda-feira, 12, mais uma importante obra para sociedade tocantinense: o Núcleo de Atenção à Pessoa com Dependência Química (Núcleo Acolher – Um Recomeço). O objetivo é oferecer recuperação aos dependentes químicos, por meio de atendimentos e orientações especializadas, bem como inclusão nos grupos de ajuda mútua e articulação dos serviços públicos, a fim de possibilitar a reinserção social. A obra custou, aos cofres públicos, R$ 645 mil reais.

Para a vice-governadora do Tocantins, Cláudia Lelis, “O Acolher é uma das ações que nós estamos propondo, é um passo importantíssimo. É um espaço, onde, não só os dependentes químicos, mas também os familiares vão poder ser atendidos e vão ter um atendimento bem diversificado. Teremos assistente social, psicólogo, psiquiatras que vão poder dar todo esse suporte. A gente sabe que o governo do Estado e os seus parceiros estão fazendo a sua parte, mas sabemos também da relevância da participação da família que é um elo muito forte. Esse é um problema que atinge a todos não e é justamente por isso que nós precisamos da participação ativa da sociedade como um todo, dos poderes constituídos, desses profissionais e, especialmente, da família”, enfatizou a vice-governadora.  

Já para a secretária Gleidy Braga, o Núcleo Acolher é uma estratégia da Secretaria da Cidadania e Justiça para atendimento às pessoas com dependência química. “A ideia não é atender continuamente essa pessoas, mas ser a primeira porta de entrada para a rede de atendimento, nós vamos acolher. O nome não é por acaso, pois é de acolhimento para, a partir da análise do caso concreto, estabelecermos qual a melhor estratégia encaminhando-o para rede municipal, para rede estadual, para uma comunidade terapêutica. Queremos acolher com muito amor, carinho e com técnica. Eu acredito muito nesta articulação da técnica com profissionais capacitados que vão estar atuando com o propósito de oferecer um parecer técnico de encaminhamento para que essa pessoa possa ter efetivamente um tratamento, uma oportunidade de escolha”, explicou a gestora. 

Convênio

Resultado de convênio realizado com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Núcleo Acolher é um projeto do Governo do Estado, desenvolvido pela Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) e em funcionamento desde junho de 2016.

O espaço conta com uma equipe de atendimento multidisciplinar formada por psicólogo, assistente social, enfermeiro e psiquiatra que atenderá aos dependentes e às suas famílias com as devidas orientações.

“O Acolher vem de encontro à necessidade do Estado de atender os usuários de álcool e droga e, principalmente, os seus familiares. Nos municípios, onde temos os projetos de prevenção, as mães sempre nos pedem ajuda e não existe nenhum órgão do governo para ofertar orientações. O Acolher vem para somar com a rede de cuidados municipais, como o Caps [Centro de Atendimento Psicossocial], que faz um excelente trabalho de redução de danos e, juntos, poderemos trabalhar ainda melhor. O Acolher vem justamente para dar esse suporte de informar aos usuários e familiares quais os tratamentos que temos disponíveis”, disse o superintendente de Ações sobre Drogas da Seciju, José Américo Junior.

Serviços

O acolhimento e a orientação das pessoas a serem atendidas e seus familiares; a articulação de encaminhamento; a facilitação ao acesso nas comunidades terapêuticas, clínicas e Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) para o tratamento dos pacientes, além da aplicação de testes rápidos, como Hepatite B e C, Anti- HIV 1 e 2 e Sífilis são os serviços ofertados pelo Núcleo Acolher – Um Recomeço.  

“Milito há muitos anos na dependência química e sempre foi uma luta, uma briga muito grande, porque eu sempre acompanhei muitas mães, seja na Fazenda da Esperança e de outros centros, desesperadas, andando em órgãos estaduais e municipais mesmo e voltando para casa sem ter a solução do seu problema. Não temos a dimensão da importância dessa casa [Núcleo Acolher]. Quantas mães imaginam que todo mundo vai usar droga, menos o seu filho, o seu amor, porque foi ela quem educou e ela acha que nunca vai dar errado. Com esta casa [Núcleo Acolher] quantas lágrimas vão poder cessar, porque essas mães terão um lugar pra poder vim atrás de recuperar o seu sonho maior que é o seu filho”, disse agradecido, o Superintendente Estadual de Juventude Ricardo Ribeirinha também presente no evento. 

Comunidades Terapêuticas

A Seciju também desenvolve outra importante ação, por meio da Gerência de Prevenção sobre Drogas, a fim de amparar as pessoas com maior vulnerabilidade social em decorrência do uso indevido de drogas nas comunidades terapêuticas. Nesse sentido, foram estabelecidos dois critérios de inclusão do dependente químico para seu tratamento e recuperação: condições psicológicas (estado mental) e condições socioeconômicas.

São ofertadas, ao todo, 40 vagas gradualmente em cinco instituições, sendo elas: Fazendas da Esperança, em Palmas, Lajeado e Porto Nacional; RHEMA, no Setor Taquari, em Palmas e Leão de Judá, na saída para Aparecida do Rio Negro, também na Capital. Oito dessas vagas são destinadas à cada comunidade terapêutica, que ofertará terapia psicológica e espiritual a fim de recuperar o dependente químico e relembrá-lo da chance que ele tem de transformar a si e a sua própria vida.

Repasse federal

O Ministério da Justiça e Segurança Pública repassou ao governo do Estado R$ 600 mil para a execução do projeto que, em contrapartida disponibilizou R$ 45 mil para equipar o local, alugar o espaço e contratar a equipe técnica. O Núcleo Acolher está localizado na quadra 704 Sul, Alameda 20, Qi 24, lt 22 em Palmas.

Pe. Waldeon Reis, responsável pela Ação Social da Arquidiocese de Palmas e, no ato, representando o arcebispo de Palmas, D. Pedro Brito Guimarães, destacou a iniciativa como muito válida. “Visto que está ajudando as pessoas com dependência química a se recuperarem e adquirirem o seu lugar na sociedade. Eu considero essa iniciativa como a criação de uma estação da vida. Toda estação da nossa vida que nos direciona para termos mais plenitude, mais acolhimento e mais vida é válida. O Estado está dando mais um passo importante nessa dimensão da integração das pessoas com essas dependências químicas, pessoas que muitas vezes não conseguem sozinhas fazerem esse caminho de retorno. É uma oportunidade para a pessoa começar a se recuperar e, acima de tudo, ser reinserida no contexto social, algo também bastante difícil”.   

 

 

 

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